Como considera o médico especialista em diagnóstico por imagem Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, realizar a mamografia é apenas parte do processo, pois a eficácia real do rastreio depende de uma combinação rigorosa entre tecnologia de ponta, posicionamento técnico impecável e uma interpretação médica altamente especializada. Muitas pacientes acreditam que qualquer mamografia oferece o mesmo nível de proteção, mas a verdade técnica é que existem padrões de qualidade que definem se o exame foi realmente bem-sucedido.
Se pretende ter a certeza de que está a cuidar da sua saúde com o máximo rigor científico, este artigo detalha o que acontece nos bastidores de um exame de excelência. Continue a leitura para perceber como a visão técnica define o que significa realizar o rastreio da forma correta.
A tríade entre tecnologia, posicionamento e relatório
O conceito de fazer da forma correta começa na escolha do equipamento, privilegiando sempre a mamografia digital ou a tomossíntese. Conforme explica o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, um rastreio mamográfico adequado exige que a imagem captada tenha contraste e resolução espacial suficientes para identificar microcalcificações de frações de milímetro.

O posicionamento da paciente pela técnica de radiologia constitui o segundo pilar crítico: uma mama mal posicionada pode deixar tecidos importantes, como a região axilar ou o sulco inframamário, fora do campo de visão do médico. O exame correto é aquele que inclui todo o parênquima mamário em pelo menos duas incidências padrão para cada lado.
A importância da comparação e da periodicidade correta
Um rastreio só pode ser considerado adequado se houver continuidade e acesso ao histórico da paciente. Segundo o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a comparação com imagens de anos anteriores é o que permite detetar alterações dinâmicas que passariam despercebidas numa análise isolada. Além disso, o rastreio mamográfico adequado exige que a periodicidade seja respeitada: para a maioria das sociedades médicas, isso significa um exame anual a partir dos 40 anos.
Falhar anos ou realizar o exame apenas quando surgem sintomas físicos é o oposto de um rastreio adequado, pois a prevenção real ocorre quando a doença é identificada antes de ser sentida ou palpável. A paciente também desempenha um papel ativo ao fornecer informações sobre sintomas, cirurgias prévias ou utilização de hormonas. O diagnóstico é um esforço colaborativo entre a mulher e o centro de imagiologia.
O rastreio ideal é aquele que considera a densidade mamária da paciente, sugerindo exames complementares como a ecografia quando o parênquima é muito denso e pode ocultar nódulos. Fazer da forma correta é, portanto, compreender que cada mulher tem uma necessidade única e que o protocolo deve ser adaptado para oferecer a máxima segurança diagnóstica.
Qualidade técnica e a redução de biópsias desnecessárias
Como destaca o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, quando o rastreio é realizado segundo padrões de excelência, as taxas de biópsias desnecessárias diminuem significativamente. Um exame de elevada qualidade permite diferenciar com clareza uma sobreposição de tecidos de um nódulo verdadeiro.
Investir num rastreio mamográfico adequado é, em última análise, investir na tranquilidade da paciente. Ao escolher uma clínica que privilegie indicadores internos de qualidade e a formação contínua da sua equipa, a mulher assegura que a sua saúde mamária seja acompanhada com o rigor que a vida exige, evitando o desgaste de resultados falso-positivos causados por falhas técnicas ou de interpretação.
O rastreio mamográfico adequado é o resultado da união entre a melhor ciência disponível e o compromisso ético com a saúde feminina
Não basta apenas realizar o exame; é fundamental que seja executado e interpretado segundo critérios de excelência que não admitam margem para erro. Como conclui Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a mamografia bem realizada é a maior aliada da mulher na procura pela longevidade. Ao recorrer a centros que dominam a técnica e valorizam o histórico da paciente, assegura que o seu percurso preventivo seja sólido e fiável. O diagnóstico precoce é um direito de toda a mulher, e realizá-lo da forma correta é a garantia de que esse direito seja plenamente exercido em prol da vida.
Autor: Latos Tyrson